terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

DEU NA FOLHA DE SÃO PAULO

BENÇÃO CATÓLICA PARA UNIÃO GAY GERA POLÊMICA NA BÉLGICA
No último dia 13 uma cerimônia de casamento de um casal gay provocou muito barulho na Bélgica. Michel e Christian, de 45 3 43 anos, que se conheceram pela internet há um ano e meio, resolveram selar o seu compromisso com uma benção.
A cerimônia seria realizada por um padre amigo deles. Entretanto como este padre não estava disponível eles decidiram, após irem à Prefeitura de Liége a bordo de uma limusine branca procurar uma igreja para serem abençoados.
O capuchinho Germain Dufor, um padre operário e ex-senador ecologista, celebrou a cerimônia na igreja de Sain-Servais. O padre abençoou as alianças mas não repartiu a comunhão. Por isso o sacramento não foi considerado válido.
O porta-voz dos bispos da Bélgica, Eric De Beukelaere, criticou o fato e não considerou a cerimônia como casamento religioso. Ele lembrou que homossexuais "são bem-vindos em nossas igrejas", mas insistiu que o sacramento do casamento é "reservado aos casais formados por um homem e uma mulher".
Segundo a rádio belga RLT, a cerimônia foi considerada "um escândalo" pela igreja que "lamentou o fato". Entretanto, os noivos se defendem dos críticos dizendo: "Somos católicos e os dois queriam se casar na igreja".

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Tropa não obedece a militar homossexual, diz general no Senado

Está em todos os noticiários de hoje. O general Raimundo Nonato de Cerqueira Filho, indicado para o Supremo Tribunal Militar (STM) afirma em outra palavras que os homossexuais não servem para o exército.

Mas não servem por quê? Ora, nós não somos inocentes, sabemos que por detrás de um discurso com base teórica, existe na realidade um preconceito fundado na mais arcaica de todas as concepções. A de que a orientação sexual possa interferir na capacidade intelectual prejudicando a sua liderança.

Caso fosse assim, não haveria nenhum líder homossexual ou alguma pessoa proeminente nos vários campos de atuação humana.

O que dizer de Joana D'arc? Harvey Milk? Revdº Troy Perry? E tantos e tantas líderes que de forma anônima atuaram e atuam para a construção de uma sociedade plural e fraterna.

Quando o general cita a situação de guerra indicando que os homossexuais não suportam a pressão e que deveriam buscar outra "atividade profissional", ele se esquece que não existe pressão maior do que viver acuado, administrando duas vidas. Como diria Pessoa: "temos todos que vivemos, uma vida que é vivida e outra que é pensada."

Na realidade, o general demonstra um total desconhecimento sobre a homossexualidade, mesmo porque estando ele sobre suas botas e por detrás de seu uniforme seria impossível compreender sem antes sair do seu lugar e ir para a janela observar o mundo.

O grande problema das instituições históricas é que de tão velhas que não conseguem enxergar um palmo à frente do nariz!