Olá Pessoas!
Em sua coluna GLS do Jornal O Tempo de 25/04/09, Oswaldo Braga fez menção ao pronunciamento do Prof. Luis Mott - Grupo Gay da Bahia (GGB) - que denunciou o aumento de 55% de crescimento de casos de violência contra homossexuais no Brasil em 2008.
A denúncia do Prof. Mott não é novidade para quem acompanha seriamente os casos de violência contra pessoas LGBT's. O que mais impressiona é o total descaso dos órgãos responsáveis pela manutenção dos Direitos Humanos que não se pronunciam. O Presidente Lula, durante a 1ª Conferência Nacional LGBT(2008), reafirmou o apoio do seu Governo à luta contra a homofobia. O problema é que na primeira instância, no caso as delegacias e seus respectivos delegados, não agem. A maior parte dos inquéritos nem sequer são encaminhados à Justiça.
Uma observação importante é que muitos dos homossexuais são completamente alheios à situação. Vivendo em um "bolha de tranquilidade" não se envolvem, não discutem, enfim, não se importam.
Será que vamos esperar acontecer conosco para tomarmos uma posição pública e dizer para o mundo que somos cidadãos e cidadãs e portanto, merecemos respeito para execermos o nosso direito à vida?
Outro fato é que enquanto homofóbicos travestidos de cristãos incitarem o ódio, disparando impropérios calcados em uma leitura equivocada e por vezes torpe da Bíblia, quando afirmam ser a homossexualidade uma coisa maligna e por isso deve ser extirpada da sociedade.
Não podemos nos calar! É preciso que cada um e cada uma levante sua voz e reivindique justiça! Afinal são pessoas que estão sendo mortas, são vidas destruídas por simples preconceito.
Chega de tanta violência é preciso respeito! Ninguém precisa concordar com a opinião alheia, mas o princípio do Estado de Direito é o respeito a diferença, o que possibilita uma convivência pacífica.
Jesus Cristo declarou:
"Eu vim para que todos e todas tenham vida e vida em abundância."
Para ler a matéria na íntegra, acesse:
http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdEdicao=1274&IdColunaEdicao=8378
Vivva a Diferença!
até à próxima.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
REFLEXÕES


Não costumo assistir a filmes quando eles estão na boca do povo. Gosto de vê-los depois, quando ninguém comenta mais. Curto saboreá-los sozinho, vivenciá-los à minha maneira.
Acabei de assistir MILK - A VOZ DA IGUALDADE e estou profundamente tocado pela vida desse homem. Eu não posso dormir à noite sabendo que ao meu lado alguém é vítima de desrespeito.
Falar em Direitos Humanos parece tão bacana, tão moderno. Lutar pelos direitos daqueles que nem mesmo sabem que têm direitos é um desafio.
Por quê me preocupo? Onde pretendo chegar? O quê me move?
Não posso ficar alheio, alienado na minha zona de conforto. Não posso me omitir diante do desrespeito e opressão.
Olho em volta e tudo parece tão bem. Ninguém se preocupa. Ninguém se envolve. Cada um@ leva a sua vida.
Para onde meu Deus?
Para onde...
Olhando na Janela

E aê povo!
Dizem que as mudanças culturais levam toda uma geração para serem absorvidas pelo coletivo. É pode até ser verdade. Em tempos de tanta velocidade de informação as coisas poderiam andar mais depressa, não acham?
Pois é, aqui vai um exemplo. O Estado do Pará acaba de instituir o dia 17 de maio como Dia Estadual de Combate à Homofobia. Segundo o site MiX Brasil, a data entra para o calendário oficial de eventos do Estado. Este ano o dia vai ser comemorado com um amplo debate sobre o movimento LGBT e a necessidade da aproximação do poder público.
Viu só? vivemos um novo tempo. É mais do que necessário arrancar a velha roupagem de hipocrisia e preconceito e permitir que venha o novo.
Parabéns à galera do Pará! A gente sabe que a luta não foi fácil e não vai ser diferente por causa da criação de uma data. Mas é um marco, bandeira plantada no coração daqueles e daquelas que acreditam que a heteronormatividade é regra.
Beijos e até a próxima!
VIVA A DIFERENÇA!
terça-feira, 21 de abril de 2009
Era Uma vez um Casal Diferente

Olá Pessoal!
A professora Lúcia Facco preocupada com a manifestações de homofobia nas escolas resolveu escrever um livro que abordasse a temática homossexual na educação literária infanto-juvenil. Não é apenas mais um livro sobre o tema.
É na realidade um livro pedagógico que aborda a tema do ponto de vista educacional. A obra discute até que ponto a educação literária pode diminuir o preconceito e a discriminação.
Além do livro texto existe também um livro de exercícios propostos que leva à reflexão toda a comunidade escolar.
Ninguém duvida que até mesmo entre os educadores existe preconceito. Então fica uma pergunta: Como a escola poderá formar cidadãs e cidadãos que respeitem a diversidade humana?
Lúcia, com sua obra busca abrir caminhos para a discussão. Propõe o relato de um casal de lésbicas com um filho adolescente e suas relações sociais.
E preciso antes de tudo coragem! Mas é preciso também referência para uma proposta tão desafiadora. E embasamento Facco tem de sobra. olha só o currículo da moça:
A professora Lúcia Facco preocupada com a manifestações de homofobia nas escolas resolveu escrever um livro que abordasse a temática homossexual na educação literária infanto-juvenil. Não é apenas mais um livro sobre o tema.
É na realidade um livro pedagógico que aborda a tema do ponto de vista educacional. A obra discute até que ponto a educação literária pode diminuir o preconceito e a discriminação.
Além do livro texto existe também um livro de exercícios propostos que leva à reflexão toda a comunidade escolar.
Ninguém duvida que até mesmo entre os educadores existe preconceito. Então fica uma pergunta: Como a escola poderá formar cidadãs e cidadãos que respeitem a diversidade humana?
Lúcia, com sua obra busca abrir caminhos para a discussão. Propõe o relato de um casal de lésbicas com um filho adolescente e suas relações sociais.
E preciso antes de tudo coragem! Mas é preciso também referência para uma proposta tão desafiadora. E embasamento Facco tem de sobra. olha só o currículo da moça:
- Graduada em Letras (Português-Francês)
- Especialista e Mestre em Literatura Brasileira
- Doutora em Literatura Comparada pela UERJ
- Crítica Literária e Escritora
Viu só? A moça não é fraca não!
O nome do livro é: Era uma vez um casal diferente, publicado pela Summus Editorial.
Até a próxima!
sábado, 18 de abril de 2009
Início de Tudo
Há muito tempo venho pensando em criar um blog. Tenho muitas inquietações quanto ao tratamento dispensado à diversidade sexual. Pesquisei muitos blogs com a temática mas a maioria deles só falavam sobre sexo e afins.
Por isso resolvi criar o "Garganta Diversa". Aqui pretendo ser uma espécie de organizador de notícias sobre a diversidade sexual sem o caráter erótico ou pornográfio. Dizer que não admiro um belo corpo desnudo seria hipocrisia e eu não sou tão hipócrita assim (rsrsrsrs....).
Enfim, minha proposta é olhar da minha janela o mundo que desfila à minha frente. Este post tem um quê de comemoração. Vocês assistiram o comercial Doritos YMCA? Pois é! Para quem viu e tem o mínimo de noção a mensagem ficou clara! Eu fui um dos internautas que cobrou do Conselho de Autorregulamentação Publicitária - CONAR - a retirada do comercial por causa do seu conteúdo homofóbico. Ontem (17/04/09), recebi um e-mail informando que o comercial foi considerado homofóbico e foi retirado do ar. Me senti né!
É isso a gente não sabe a força que tem!
Por isso resolvi criar o "Garganta Diversa". Aqui pretendo ser uma espécie de organizador de notícias sobre a diversidade sexual sem o caráter erótico ou pornográfio. Dizer que não admiro um belo corpo desnudo seria hipocrisia e eu não sou tão hipócrita assim (rsrsrsrs....).
Enfim, minha proposta é olhar da minha janela o mundo que desfila à minha frente. Este post tem um quê de comemoração. Vocês assistiram o comercial Doritos YMCA? Pois é! Para quem viu e tem o mínimo de noção a mensagem ficou clara! Eu fui um dos internautas que cobrou do Conselho de Autorregulamentação Publicitária - CONAR - a retirada do comercial por causa do seu conteúdo homofóbico. Ontem (17/04/09), recebi um e-mail informando que o comercial foi considerado homofóbico e foi retirado do ar. Me senti né!
É isso a gente não sabe a força que tem!
VIVA A DIFERENÇA!!
Para quem não assistiu o filme:
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